MERCADO

Boas safras elevam demanda da indústria química


Com safra de grãos alcançando números superiores a cada safra e bons resultados em culturas como soja, milho, arroz e feijão, por exemplo, a indústria química também têm se beneficiado. É o caso do maior uso de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais.

Um desses reflexos está no aumento de demanda da potassa cáustica. Também conhecida como hidróxido de potássio, é um álcali parecido com a soda cáustica, porém é utilizado em aplicações mais nobres. O maior consumidor da potassa é o setor agropecuário, que a emprega na produção de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares, em virtude do potássio ser indispensável para o crescimento das plantas. O nutriente é importante na fotossíntese, na formação de frutos, resistência ao frio e às doenças. Em culturas como soja, milho e melancia é fundamental.

O diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, uma das maiores produtoras de potassa cáustica da América do Sul, com sede no Rio de Janeiro, João César de Freitas, não houve problemas de importação durante a pandemia e a indústria química vai muito bem. “Sendo assim, quando a safra de grãos é destaque, também nós comemoramos”, diz.

Além disso, ele destaca que o combate a pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, por ser um país tropical e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. A ameaça de fungos, bactérias, ácaros, vírus, parasitas, plantas invasoras e insetos é real e crescente.

Pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Universidade de São Paulo apontam que, se os cultivos não contassem com a proteção dos defensivos agrícolas, os sojicultores precisariam investir R$33 bilhões para obter a mesma produtividade e o custo interno da soja subiria 22,9%. Quanto ao milho, o gasto adicional para atingir a mesma produção atingiria R$25,3 bilhões e o custo no mercado doméstico seria 13,6% superior.

Isso indica que, além de controlar plantas invasoras, os herbicidas protegem os cultivos e contribuem para o aumento da produtividade com eficiência e segurança dentro de todos os padrões avaliados. Além disso, com uma oferta maior de alimentos, os preços tendem a cair – o que é uma grande notícia para os brasileiros. “Para a indústria química, trata-se de um sinal muito positivo, já que a comercialização da potassa cáustica, fundamental na industrialização de defensivos agrícolas, também respondeu a um aumento de demanda”, conta.

Fonte: AGROLINK -Eliza Maliszewski, 13/01/2021

Fonte da imagem: Imagem de Kurt Bouda por Pixabay

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