USO E APLICAÇÃO
Nanomaterial de carbono reduz reprodução da lagarta-do-cartucho e amplia potencial no controle de pragas

Pesquisadores da Universidade de Guizhou, na China, identificaram redução do potencial de crescimento populacional da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) após exposição alimentar ao óxido de grafdiino (GDYO). O nanomaterial de carbono retardou o desenvolvimento e diminuiu a fecundidade.
O experimento acompanhou 100 indivíduos por tratamento, desde a eclosão até a reprodução. As lagartas receberam dieta contendo 0,5 miligrama de GDYO por grama de alimento. A taxa líquida de reprodução caiu de 627 para 406,06 descendentes por indivíduo, redução de 35%. A fecundidade média passou de 1.393 para 1.128 ovos por fêmea.
O período anterior à fase adulta aumentou de 23,62 para 25,04 dias. O tempo médio de geração passou de 28,42 para 29,72 dias. A taxa intrínseca de crescimento populacional recuou de 0,2266 para 0,2021 por dia.
Microbiota intestinal
O sequenciamento metagenômico revelou alteração na composição da microbiota intestinal, com aumento de Enterococcus mundtii e redução de outros grupos bacterianos. A análise do transcriptoma identificou 18 genes com expressão alterada, associados a digestão, metabolismo, imunidade e desintoxicação. Os dados indicam respostas fisiológicas simultâneas, mas não demonstram relação causal entre essas alterações e o desempenho reprodutivo.
Ensaios exploratórios também avaliaram o GDYO combinado com benzoato de emamectina e clorantraniliprole. As misturas reduziram as concentrações letais medianas estimadas dos dois inseticidas. Os pesquisadores destacam a necessidade de novos testes para confirmar o sinergismo.
Os resultados vieram de laboratório, com apenas uma concentração de GDYO na dieta. Os efeitos em campo, a segurança para organismos não alvo e o destino ambiental do material ainda precisam de avaliação (doi 10.1127/entomologia/4147).
Fonte: Revista Cultivar, publicado em 13/10/2026
Fonte da imagem: Magnific



