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Estudo indica que temperaturas mais altas afetam controle biológico da mosca-branca


O aumento da temperatura pode reduzir a eficiência do controle biológico da mosca-branca Bemisia tabaci. Estudo avaliou o desempenho do inseto e de dois parasitoides em gradiente térmico de 20 ºC a 35 ºC e identificou respostas fisiológicas e moleculares distintas entre as espécies.

A pesquisa analisou desenvolvimento, sobrevivência, longevidade, atividade antioxidante, reservas energéticas e perfis transcriptômicos de Bemisia tabaciEncarsia formosa e Eretmocerus hayati. A comparação destacou condições ideais a 26 ºC e cenário de estresse a 32 ºC.

Os resultados indicaram faixa térmica estreita, em 26 ºC, para desenvolvimento e sobrevivência da mosca-branca. Encarsia formosa acelerou o desenvolvimento em temperaturas mais altas, mas registrou queda acentuada de sobrevivência acima de 32 ºC. Já Eretmocerus hayati manteve alta sobrevivência e estabilidade no desenvolvimento até 32 ºC e superou as demais espécies a 35 ºC.

A longevidade caiu com a elevação da temperatura para as três espécies. Sob estresse térmico, cada inseto apresentou alterações específicas nos sistemas antioxidantes e no metabolismo. A análise de transcriptoma revelou expressão diferencial de genes ligados ao estresse oxidativo, metabolismo energético e resposta a choque térmico.

Os cientistas apontam limites distintos de tolerância ao calor e estratégias adaptativas divergentes entre a praga e seus inimigos naturais. As evidências oferecem base para ajustes no manejo biológico diante do aquecimento climático.

 

Fonte: Revista Cultivar, publicado em 26/02/2026

Fonte da imagem: Freepik

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