MERCADO

Cortes de energia na China prejudicam produção de defensivos agrícolas


Desde a última quinta-feira, 23 de setembro, a China está sofrendo com apagões decorrentes do racionamento de energia elétrica no país. Sua principal fonte de energia é o carvão mineral, que está com fornecimento escasso. Além disso, a alta demanda pelo combustível impulsionou seu preço nas últimas semanas, que atingiu recorde nas cotações.

Somado a isso, o governo chinês tem como meta a diminuição das emissões de gases do efeito estufa e, para tal, precisa reduzir a queima de combustíveis fósseis. Tais fatores são os principais responsáveis pela escassez energética no país.

Com os cortes de energia, as indústrias do país precisaram reduzir a produção ou paralisar completamente. Essa restrição energética afetou principalmente as províncias do leste da China, como é o caso de Jiangsu, principal produtora de defensivos do país, cujas fábricas reduziram a taxa operacional na última semana.

Além disso, a demanda mundial por produtos chineses está elevada com o retorno das atividades pós-pandemia. A atual crise logística também não se estabilizou, impactando ainda mais a cadeia de suprimentos global. Por esses fatores, os preços nacionais dos defensivos agrícolas, que apresentaram um aumento expressivo no ano de 2021, não devem ceder tão cedo.

Fonte: Equipe Global Crop Protection, 29/09/2021

Fonte da Imagem: Imagem de Gaston Laborde por Pixabay

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