MERCADO

Corteva apresenta bons resultados no 1º semestre de 2026 e eleva projeção anual


Visão Geral do 2º Trimestre de 2026

Destaques do Primeiro Semestre de 2026

  • As vendas líquidas subiram 4% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas orgânicas (sem considerar variações cambiais) cresceram 2%, com altas em quase todas as regiões do mundo.

  • Em Sementes, as vendas líquidas subiram 4% e as vendas orgânicas cresceram 3%. O preço/mix de produtos aumentou 3%, impulsionado pela América do Norte e Europa, Oriente Médio e África (EMEA), refletindo a aceitação da nossa tecnologia de valor e maior receita com royalties. O volume de vendas ficou estável, impactado pela migração de área de milho para soja na América do Norte e pelo ritmo das compras na América Latina.

  • Em Defensivos Agrícolas, as vendas líquidas subiram 3% e as vendas orgânicas recuaram 1%. O volume vendido cresceu 2%, puxado pela procura por lançamentos. Os preços médios caíram 3%, reflexo das dinâmicas competitivas de mercado, sobretudo na América Latina.

  • O lucro líquido GAAP e o Lucro Por Ação (LPA) das operações continuadas foram de US$ 1,94 bilhão e US$ 2,88 por ação, respectivamente.

  • O EBITDA Operacional e o LPA Operacional atingiram US$ 3,70 bilhões e US$ 3,80 por ação, respectivamente.

  • A empresa revisou para cima suas metas para 2026, prevendo agora um EBITDA Operacional entre US$ 4,1 bilhões e US$ 4,3 bilhões, e um LPA Operacional entre US$ 3,60 e US$ 3,80 por ação.

Resumo do Segundo Trimestre de 2026

No trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, as vendas líquidas caíram 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas orgânicas recuaram 2%.

O volume total vendido diminuiu 3%. Em Defensivos, o volume recuou 2%, influenciado principalmente por mudanças na janela de compras no mercado norte-americano. Em Sementes, a queda foi de 3%, refletindo ajustes no momento de compra na América do Norte e América Latina, somados à redução da área plantada de milho na América do Norte e EMEA — perda parcialmente compensada pelo aumento de área de soja na América do Norte e girassol na Europa.

A relação preço/mix subiu 1%, impulsionada pela valorização no segmento de Sementes, o que compensou parcialmente a maior pressão competitiva nos preços de Defensivos, sobretudo na América Latina.

O lucro líquido GAAP ajustado após impostos foi de US$ 1,22 bilhão no 2º trimestre de 2026, frente a US$ 1,38 bilhão no mesmo período de 2025. O EBITDA Operacional do trimestre somou US$ 2,26 bilhões (+4%), resultando em um ganho de mais de 1,9 ponto percentual na margem de rentabilidade.

Desempenho do Segmento de Sementes

As vendas líquidas de sementes somaram US$ 4,53 bilhões no 2º trimestre de 2026, estáveis em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado reflete uma alta de 3% no preço/mix, que compensou a redução de 3% no volume entregue.

A melhora nos preços médios veio do forte interesse dos produtores por híbridos e variedades de alta tecnologia, além de receitas com licenciamento. A queda no volume entregue no trimestre deveu-se a ajustes no calendário de compras na América do Norte e no Brasil, somados à troca de áreas de milho por soja nos EUA e de milho por girassol na Europa.

O EBITDA Operacional do segmento de Sementes atingiu US$ 1,97 bilhão no trimestre (+6% em relação a 2025). O ganho em preço/mix, a redução no pagamento de royalties e a eficiência operacional superaram os menores volumes e os maiores custos com pesquisa e estrutura. A margem do setor cresceu mais de 2,3 pontos percentuais.

No acumulado do 1º semestre de 2026, as vendas líquidas de sementes somaram US$ 7,56 bilhões (+4% em relação a 2025). O aumento foi puxado por 3% de ganho em preço/mix e 1% de impacto cambial favorável.

O crescimento de preços em todas as regiões — liderado pela América Norte — demonstra o apetite do agricultor por tecnologias avançadas e a força do portfólio. Os volumes mantiveram-se estáveis, com a maior área de soja nos EUA compensando o menor plantio de milho e o ritmo de compras na América Latina. A valorização do Euro e do Real ajudou nos resultados.

O EBITDA Operacional de Sementes no semestre chegou a US$ 3,00 bilhões (+11%). O bom desempenho de preços, a redução de despesas com royalties e o controle operacional superaram o aumento com despesas de vendas, P&D e provisões para inadimplência. A margem operacional do segmento subiu mais de 2,35 pontos percentuais.

Desempenho do Segmento de Defensivos Agrícolas

As vendas líquidas de defensivos fecharam o 2º trimestre de 2026 em cerca de US$ 1,85 bilhão, contra US$ 1,92 bilhão no mesmo período de 2025. A queda reflete 4% de redução média nos preços e 2% a menos em volume, parcialmente amenizados por 2% de efeito cambial positivo.

A menor movimentação de volume deu-se pelo momento de compras do canal na América Norte e pelo clima seco em partes da Europa, enquanto a Ásia-Pacífico teve forte crescimento. A retração de preços no período foi puxada pelo cenário competitivo na América Latina. O Real e o Euro valorizados ajudaram no saldo cambial.

O EBITDA Operacional de Defensivos no trimestre foi de US$ 342 milhões (+2%). Programas de redução de custos e o câmbio favorável compensaram a pressão de preços e o menor volume. A margem operacional subiu mais de 1,1 ponto percentual.

No 1º semestre de 2026, as vendas líquidas de defensivos alcançaram US$ 3,73 bilhões (frente a US$ 3,63 bilhões no 1º semestre de 2025). A alta foi sustentada por 2% de crescimento em volume e 4% de ganho cambial, mesmo com a queda de 3% nos preços médios.

A queda nos preços ocorreu pela dinâmica competitiva na América Latina. Já a alta em volume foi alavancada pela adoção de novos produtos por parte dos produtores. Euro e Real continuaram sendo ventos favoráveis.

O EBITDA Operacional de Defensivos nos primeiros seis meses do ano somou US$ 776 milhões (+9%). A eficiência operacional, o crescimento em volume e o câmbio superaram a pressão nos preços da indústria. A margem do segmento subiu mais de 1,2 ponto percentual.

Perspectivas para o Ano de 2026

A forte busca por tecnologia no campo continua sendo o motor do agronegócio, sustentando o mercado das principais culturas. O produtor rural segue priorizando investimentos que tragam ganho real de produtividade e rentabilidade, investindo em genéticas superiores e em defensivos de maior eficiência. Embora fatores como comércio global, câmbio e clima continuem trazendo volatilidade, o cenário base do setor segue fundamentado pelo consumo firme de alimentos e commodities.

Com esse cenário, nossas projeções para o encerramento do ano continuam bastante otimistas. A demanda por sementes segue firme pela alta adoção de tecnologias de ponta, enquanto o mercado de defensivos volta a se estabilizar com estoques mais regulados nos canais de distribuição. A recuperação das margens do produtor continua incentivando o investimento em soluções que entregam mais sacas por hectare.

Em função desse ambiente de mercado favorável e do forte desempenho no primeiro semestre, a Corteva elevou suas metas para o fechamento de 2026: a estimativa para o EBITDA Operacional subiu para o intervalo entre US$ 4,1 bilhões e US$ 4,3 bilhões (crescimento de 9% no ponto médio do resultado). O Lucro Operacional por Ação (LPA) deve ficar entre US$ 3,60 e US$ 3,80 (alta de 11% no ponto médio).

Fonte: Agropages, publicado em 31/07/2026
Fonte da imagem: Magnific

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