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Monitoramento aponta aumento da cigarrinha-do-milho no Oeste catarinense


A população de cigarrinhas-do-milho voltou a crescer no Oeste de Santa Catarina após um período de estabilidade e baixa incidência. Conforme o Programa Monitora Milho SC, coordenado pela Epagri/Cepaf, a média passou de 4,14 para 16,06 insetos por armadilha na região, mesmo com as constantes chuvas registradas nas últimas semanas.

No Sul do Estado, também houve aumento, de duas para 4,5 cigarrinhas por armadilha. Já no Norte catarinense, não foram identificados insetos nas armadilhas.

De acordo com a pesquisadora da Epagri/Cepaf e coordenadora do programa, Maria Cristina Canale, os exames laboratoriais apontam prevalência dos vírus da risca e do mosaico estriado, enquanto não foram identificadas as bactérias responsáveis pelos enfezamentos.

A orientação aos produtores é para que o monitoramento das lavouras seja realizado desde a emergência das plantas. Também é recomendado eliminar o milho voluntário, conhecido como tiguera, e adotar medidas preventivas de controle com inseticidas químicos ou biológicos.

Maria Cristina destaca que o acompanhamento da população e da infectividade da cigarrinha é fundamental para o manejo integrado da praga. Segundo ela, os surtos de doenças transmitidas pelo inseto têm se tornado frequentes nas principais regiões produtoras do país, exigindo a participação ativa dos produtores.

O Programa Monitora Milho SC foi implantado em 2021 pelo Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-milho e Complexo de Enfezamentos, que reúne instituições como Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

O objetivo é acompanhar a população e a presença de agentes causadores de doenças transmitidas pela cigarrinha nas diferentes regiões produtoras de milho de Santa Catarina, auxiliando os agricultores na adoção de estratégias de manejo.

 

Fonte: Rádio Rural, publicado em 20/10/2026

Fonte da imagem: Magnific

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