ENTREVISTA

Rodrigo Lima, diretor de marketing de culturas e acesso da IHARA, fala sobre mercado de defensivos e perspectivas de crescimento


Há 57 anos, a IHARA trabalha lado a lado do agricultor, desenvolvendo novas tecnologias que contribuem para proteger o potencial produtivo dos mais diversos cultivos. Com mais de 60 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso e a competitividade da agricultura brasileira.

 

1. O mercado de defensivos químicos historicamente tem acompanhado o crescimento das principais culturas no mercado nacional. Dessa forma, qual a visão da IHARA sobre o futuro desse segmento? Quais ações a empresa pretende desenvolver para acompanhar o mercado?

Considerando os desafios que um país tropical traz aos agricultores em termos de produtividade, a indústria tem o papel fundamental em ajudá-los a se tornarem cada vez mais competitivos mundialmente. Diante disso, o nosso foco é ser a ponte entre as mais modernas tecnologias japonesas adaptando-as à realidade brasileira, oferecendo soluções inovadoras para os diversos cultivos.

Nossa empresa sempre teve como foco a Pesquisa e Desenvolvimento de novas tecnologias, por isso, nos últimos três anos, investimos mais de R$ 200 milhões em pesquisa e desenvolvimento, em estrutura e também na ampliação da linha de produtos, com lançamento de mais de 30 novos produtos importantes para o mercado agrícola.

Essa busca por um portfólio cada vez mais adequado às realidades do nosso país é constante e continuaremos destinando esforços em nossa capacidade produtiva e expertise em ofertar ao agricultor soluções sempre inovadoras e de altíssima eficiência.

Além deste robusto investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, estamos passando por um intenso processo de modernização, investindo fortemente em nossa infraestrutura e operações fabris, tendo em vista já um projeto claro de longo prazo para sustentar o crescimento da empresa.

Para se ter uma ideia, somente em 2022, investimos mais de R$ 90 milhões em nossa unidade, em Sorocaba/SP, ampliando e modernizando nosso parque industrial com a construção de novos galpões e novas plantas fabris, além da reestruturação da área administrativa, espaço de convivência, auditório, refeitório, entre outros espaços. Além dos dois novos Centros de Pesquisa e Desenvolvimento, um em Sarandi/PR e outro em Primavera do Leste/MT, destinados para desenvolver soluções que atendam às necessidades da agricultura em todas as regiões do País, investimos também em novos Centros de Distribuição, totalizando 10 unidades, para facilitar a logística de entrega de nossos produtos no campo.

 

2. O ano de 2022 foi marcado por diversos problemas no mercado internacional, o que impactou diretamente no risco de fornecimento para alguns defensivos. Qual foi o impacto dessas paralisações na entrega de produtos para o produtor brasileiro? Quais as principais origens dos produtos comercializados pela IHARA que foram afetadas?

Foi realmente um ano desafiador neste sentido. Mas mesmo dentro deste contexto de instabilidade de estoques internacionais de insumos e de logística, contamos com nossa rede de fornecimento de origem japonesa e uma rede diversa de fornecedores de matéria-prima oriundos de outros países. Sempre estivemos empenhados em buscar ações e alternativas que pudessem mitigar qualquer risco de desabastecimento ou mesmo de impactos aos custos de produção, mesmo diante desse cenário complexo, pois nosso foco foi assegurar com que nossos produtos continuassem chegando aos agricultores brasileiros no tempo ideal.

 

3. O mercado de defensivos biológicos segue crescendo ano após ano. Quais as perspectivas de crescimento da IHARA para acompanhar a maior demanda do mercado pelo segmento? Quais novidades a empresa pretende trazer nos próximos ano no setor de biodefensivos?

A IHARA está atenta e acompanhando este cenário do crescimento do uso de biológico pelos agricultores e a necessidade de novas tecnologias no mercado. Lançamos recentemente o Romeo SC um fungicida biológico com ação inédita no Brasil, que age de maneira preventiva nas lavouras de soja, sendo aplicado antes mesmo de qualquer ocorrência de ferrugem. Ele atua fortificando a planta e, assim, aumentando suas defesas naturais, com aplicações antes e depois do período reprodutivo. Como resultados, tivemos a confirmação do aumento de produtividade acima de 3 sacas por hectare em diferentes áreas nas principais regiões produtoras do país.

É um segmento com grande potencial e que está contemplado nos investimentos IHARA em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos para os próximos anos, com toda certeza.

 

4. Dentro da estratégia de crescimento da empresa, quais segmentos devem ser o principal enfoque nos próximos anos?

Um dos destaques neste ano de 2022 foi a entrada da IHARA no segmento de pastagens. Lançamos, de uma só vez, seis soluções de alta eficiência e resultados, voltadas ao manejo do pasto, desde o plantio até o final do ciclo, garantindo a boa alimentação do rebanho.

As cadeias produtivas de grãos, cana-de-açúcar e algodão também representam mercados bastante expressivos e com alta demanda de tecnologias. Portanto, são culturas em que devemos seguir atuando fortemente. Sem deixar nunca em segundo plano os demais cultivos como, por exemplo, o HF que se somam nesta potência econômica que é o nosso agro brasileiro.

De forma geral, os desafios se renovam a cada safra. Estamos hoje trabalhando com mais de 21 novos ingredientes ativos, com potencial de gerar 173 novos produtos nos próximos anos. Temos ainda muito espaço para crescer no mercado em que atuamos e temos expertise. Então certamente teremos grandes novidades.

 

ENTREVISTA – Rodrigo Lima
Diretor de Marketing de Culturas e Acesso / IHARA

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