NOTÍCIAS
A intensificação da presença da lagarta Rachiplusia nu nas plantações de soja

A presença da lagarta Rachiplusia nu, tradicionalmente associada às regiões temperadas da América do Sul, tem se intensificado nas lavouras de soja do Brasil. Estudos realizados entre as safras de 2021 a 2024 revelaram que esta praga tornou-se predominante em áreas com soja geneticamente modificada (Bt), especialmente nas variedades que expressam a proteína Cry1Ac.
O aumento da incidência de R. nu, aliado à dificuldade de diferenciar suas larvas das de Chrysodeixis includens, tem gerado preocupação entre os produtores e pesquisadores, principalmente no que se refere à resistência a tecnologias de controle.
De acordo com o estudo recente, a coleta de 1.601 larvas em 91 campos de soja nas principais regiões produtoras do Brasil revelou que, em 2023/24, R. nu representou até 99% das larvas em campos com soja Bt.
A pesquisa utilizou métodos moleculares para identificar com precisão as espécies de Plusiinae, confirmando que, embora C. includens continue a ser uma praga importante, especialmente em sojas não-Bt, R. nu tem demonstrado uma adaptação rápida às culturas transgênicas.
O estudo destaca que, até 2020, a R. nu era uma praga secundária nas regiões centrais e do sul do Brasil. No entanto, a partir de 2021, a espécie começou a mostrar sinais de resistência à proteína Cry1Ac, utilizada nas primeiras gerações de soja Bt.
Além disso, a pesquisa identificou variações na presença das duas pragas de acordo com a região e o tipo de soja. Enquanto C. includens ainda domina em algumas áreas de soja não-Bt, especialmente no Centro-Oeste, R. nu tem se mostrado a principal praga em lavouras com soja Bt, particularmente nas variedades que expressam Cry1Ac e Cry1F.
Fonte: Revista Cultivar, publicado em 01/04/2025
Fonte da imagem: Freepik