ANÁLISES GCP
Fornecedoras de defensivos apresentam resultados mistos no primeiro semestre de 2026

Os resultados financeiros das principais fornecedoras de defensivos no primeiro semestre de 2026 mostram um cenário misto. Enquanto sementes, biotecnologia e eficiência operacional contribuíram para a rentabilidade, o mercado de proteção de cultivos continuou enfrentando pressão de preços e concorrência de produtos genéricos.
O grupo BASF registrou receita de US$ 38,75 bilhões no semestre, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA alcançou US$ 4,84 bilhões, alta de 26%. No segmento de Agricultural Solutions, a receita avançou 6%, para US$ 6,20 bilhões, e o EBITDA também cresceu 6%, para US$ 1,74 bilhão. O resultado foi sustentado por maiores volumes (principalmente de fungicidas) e pelo desempenho de tratamento de sementes, apesar das pressões sobre herbicidas e inseticidas.
A Corteva acumulou receita de US$ 11,28 bilhões, aumento de 4% na comparação anual, e EBITDA operacional de US$ 3,70 bilhões, avanço de 10%. Em Crop Protection, a receita cresceu 3%, para US$ 3,73 bilhões, enquanto o EBITDA avançou 9%, para US$ 776 milhões. Ganhos de produtividade, redução de custos e efeitos cambiais favoráveis ajudaram a compensar as pressões sobre preços e volumes.
O grupo Bayer apresentou receita de US$ 28,33 bilhões, crescimento de 6% em relação ao primeiro semestre de 2025. O EBITDA praticamente dobrou, alcançando US$ 7,9 bilhões, alta de 98%. Na divisão Crop Science, a receita avançou 9%, para US$ 14,56 bilhões, enquanto o EBITDA alcançou US$ 4,59 bilhões. Os herbicidas à base de glifosato se beneficiaram de maiores volumes e preços, enquanto soja e algodão avançaram com a recuperação do uso do dicamba nos Estados Unidos e maior demanda na América Latina.
A FMC apresentou o cenário mais desafiador entre as empresas analisadas. A receita acumulada caiu 12%, para US$ 1,63 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado recuou 31%, para US$ 225 milhões. O desempenho foi afetado pela redução de preços e volumes, pelos menores pedidos da linha de diamidas e pela demanda mais fraca por produtos tradicionais.
A UPL encerrou o semestre com receita de US$ 3,08 bilhões, crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA avançou 6%, para US$ 556 milhões, sustentado pelas operações na América do Norte e na América Latina, além das ações de precificação e eficiência operacional.
A Syngenta Group registrou receita de US$ 12,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da retração nas vendas, o EBITDA avançou 2%, para US$ 2,4 bilhões. Na divisão Crop Protection, a receita cresceu 4%, para US$ 6,6 bilhões, impulsionada pela demanda por tecnologias inovadoras e produtos biológicos.
A Adama encerrou o semestre com receita de US$ 2,1 bilhões, estável na comparação anual. A companhia apresentou melhora na rentabilidade com apoio do crescimento de volumes, da otimização do portfólio e das iniciativas de controle de custos, mesmo em um ambiente ainda marcado por pressão de preços no mercado de produtos pós-patente.
De forma geral, Bayer, Corteva e UPL apresentaram crescimento de receita e rentabilidade, enquanto BASF e Syngenta avançaram em eficiência operacional e margens. A Adama manteve receita estável com melhora da rentabilidade, enquanto a FMC permaneceu mais pressionada pela redução de preços, volumes e pedidos. Os resultados reforçam a importância da inovação, do controle de custos e da eficiência operacional para sustentar a competitividade no mercado de defensivos.
Fonte: Equipe Global Crop Protection
Fonte da imagem: Magnific



