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Diferença no ranking de defensivos entre 2020 e 2025 revela mudanças na demanda e maior diversificação do manejo agrícola


Entre 2020 e 2025, o ranking dos dez ativos mais comercializados no mercado brasileiro de defensivos agrícolas passou por reconfigurações. O glifosato permaneceu na liderança, enquanto mancozebe, glufosinato e clorotalonil ganharam posições, impulsionados por mudanças no manejo de plantas daninhas e doenças.

O glifosato manteve a primeira posição durante todo o período, respondendo, em 2025, por 230,5 milhões de quilos importados. A permanência no topo reflete a ampla utilização do herbicida na dessecação de áreas, no manejo pré-plantio e em sistemas produtivos com cultivares tolerantes. Apesar do avanço de plantas daninhas resistentes, o produto continua central no campo e sendo progressivamente combinado com outros mecanismos de ação.

Logo abaixo, o mancozebe ultrapassou o 2,4-D, passando da terceira posição em 2020 para a segunda em 2025, quando mais de 138 milhões de quilos foram internalizados. O movimento está associado à maior importância dos fungicidas multissítios nos programas de manejo de resistência, uma vez que atuam sobre diferentes processos do fungo.

Contudo, a queda para a terceira posição não significa que o 2,4-D tenha perdido relevância no mercado brasileiro. O herbicida foi ultrapassado pelo mancozebe, que apresentou crescimento mais acelerado, mas permaneceu entre os três principais ingredientes ativos, representando mais de 101 milhões de quilos importados no ano passado.

O glufosinato teve a maior ascensão no ranking: fora dos dez primeiros em 2020, alcançou o quarto lugar em 2025, com mais de 95 milhões de quilos importados. O avanço está ligado à disseminação de plantas daninhas resistentes ou menos sensíveis ao glifosato, como buva e capim-amargoso, o que levou os produtores a diversificar o manejo.

O clorotalonil também ganhou destaque, subindo da sexta posição em 2020 para a quinta em 2025, com cerca de 84 milhões de quilos importados. Assim como o mancozebe, seu avanço reflete a maior valorização dos fungicidas multissítios protetores no manejo de doenças da soja e de outras culturas.

O diquate, um dos principais substitutos do paraquate — proibido em 2020 —, alcançou a sexta posição, com 72,5 milhões de quilos importados. Esse avanço resulta de um processo iniciado com a retirada do paraquate e consolidado nos anos seguintes, e não apenas de uma mudança pontual em 2025. Já o acefato percorreu caminho diferente: depois de ocupar a quinta posição em 2020, caiu para a sétima no ranking de importações de 2025, com mais de 52 milhões de quilos internalizados. Na oitava posição, o clorfenapir registrou 47,2 milhões de quilos importados.

Por fim, cletodim e s-metolacloro, respectivamente nono e décimo colocados, refletem a diversificação do manejo de plantas daninhas. O primeiro controla gramíneas em pós-emergência, enquanto o segundo atua preventivamente. Em 2025, foram importados 40,3 milhões e 29,3 milhões de quilos, respectivamente.

Ranking Ingrediente ativo (2020) Ingrediente ativo (2025)
1º Glifosato Glifosato
2º 2,4-D Mancozebe
3º Mancozebe 2,4-D
4º Atrazina Glufosinato
5º Acefato Clorotalonil
6º Clorotalonil Diquate
7º Malationa Acefato
8º Enxofre Clorfenapir
9º Imidacloprido Cletodim
10º Clorpirifós S-metolacloro

A comparação entre 2020 e 2025 demonstra que, apesar da manutenção da liderança do glifosato, há uma diversificação dos defensivos utilizados no Brasil. A modificação dos principais ativos utilizados no país ao longo dos anos reforça a importância de seguir acompanhando as tendências desse mercado, a fim de se manter atualizado e competitivo conforme surgem novas oportunidades de defensivos.

Para acompanhar as principais tendências e transformações do mercado de defensivos, conte com as análises e projeções do Global Crop Protection.

Fonte: Equipe Global Crop Protection
Fonte da imagem: Magnific

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