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Após três anos, agricultores ainda enfrentam dificuldades para substituir Paraquate


O Paraquate é um herbicida de amplo espectro pertencente ao grupo químico bipirilídio, agindo no fotossistema das plantas invasoras. Seu uso no Brasil, porém, foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em setembro de 2017 e, por ser um dos defensivos mais utilizados na agricultura, os impactos perduram até os dias de hoje.

As Resoluções RDC nº 177 de 2017 e RDC n° 428 de 2020 da ANVISA, permitiram que os estoques do produto fossem utilizados até no máximo três anos após sua data de publicação, com o intuito de minimizar os impactos econômicos e produtivos das culturas. Além disso, a partir de julho de 2021, o uso do Paraquate no Brasil foi completamente proibido.

Na ausência do Paraquate, os agricultores passaram a utilizar substitutos indiretos, como o Diquate e o Glufosinato de Amônio, o que fez com que a demanda desses defensivos aumentasse expressivamente no último ano.

A alta demanda impulsionou os preços: de acordo com os dados do Global Crop Protection,no primeiro semestre de 2021, a média do preço nacional do Diquate foi 38% maior, quando comparada ao mesmo período do ano anterior; enquanto que o preço nacional do Glufosinato aumentou 29% no mesmo período. Além da alta demanda, a elevação dos preços também se deve aos problemas logísticos na China, já que 50% do Diquate e 48% do Glufosinato é de origem chinesa.

Mesmo após três anos da proibição do Paraquate, os produtores rurais ainda enfrentam dificuldades para adquirir insumos que mantenham suas lavouras protegidas e que garantam a sua produtividade. No curto prazo, a perspectiva é que esse cenário não se altere.

Fonte: Equipe Global Crop Protection, 22/09/2021

Fonte da Imagem: Imagem de Franz W. por Pixabay

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